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Painel controlo
Meus poemas
Beijo-te - Vera Silva -
Tens na boca o gosto de morangos docesEnvolvidos em puro mel
Que transborda dos teus olhos
Plenos de brandura.
Teus lábios de amoras selvagens,
Espessos, reflexos de luz,
Lavrados na perfeição
De um sorriso.
Morria por um beijo,
Meu amor...
Um beijo teu
Que me traria o gosto
Da imensidade
Dos poetas mortais,
Devolveria-me os calafrios
Que aqueceria
Com memórias
O Inverno da minha vida.
Morria agora, meu amor
Por um beijo...
Teu!
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=62267
Ter-te como Amiga, Magda - Vera Silva -
Ter-te como amigaÉ conhecer o Céu na Terra
E andar de mão dada
Com a alegria infinita,
Numa estrada sem buracos
E sem curvas perigosas.
É por saber que te tenho
Que o difícil se torna simples
E que se acende uma luz
Feita de estrelas cadentes
No meio da mais negra escuridão
Quando já estou cega.
Ser tua amiga é tão fácil…
E é esta a forma de amor
Que te tenho, orgulhosamente,
Desprendidamente…
Sei que estás sempre comigo
Como um anjo da guarda,
Que contigo partilho sorrisos
E lágrimas,
E que os teus braços
Estão sempre abertos,
Prontos a abraçar-me.
Ser tua amiga é tão simples
E é tão fácil amar-te… Amiga!
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=62161
Letras em Ti - Vera Silva -
Tatuo meu corpoCom versos de amor
Que beijarás sílaba a sílaba,
Percorrendo vagarosamente
Cada milímetro da minha pele
Sequiosa de ti.
Serei composição poética,
Lírica ou épica,
Mas sempre teu poema.
Serei pedaço de luz,
Satélite lunar,
Mas sempre tua.
Serei, afectuosamente,
O que desejas…
Serei sempre eu
Aqui…
… Esperando-te…
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=62004
No teu olhar - Vera Silva -
No teu olhar descubro-meE desnudo-me mais
A cada novo dia,
Como se nascesse de novo
E me guiasse apenas
Pela suavidade dos gestos
Que colocas em cada carícia.
Deixo-me ir,
Abraçando apenas o futuro,
E esquecendo
As pedras pontiagudas
Que pisei, descuidada.
Envolvo-me nas palavras
E bebo dos teus lábios
Doces, mágicos,
E grito sem medos
Amo-te!
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61495
Parte de Mim... Viaja! - Vera Silva -
Não sei porque insisto nesta entrega absoluta, como se fosses o único homem na Terra capaz de me fazer feliz. Não sei o porquê desta obstinação, quando sei que nunca serei o teu Sol. Não sei porque me alimento de uma esperança escassa, que mais ninguém vê.Se ao menos tu, meu amor, me dissesses nos meus olhos para não te esperar. Se ao menos tivesses essa coragem!
Nada mais me resta por aqui, a não ser a tua constante presença ilusória dos sentidos que me tremem e me transportam para um mundo pleno de poesia, onde eu subsisto apenas no teu olhar mágico de menino.
Em breve, muito em breve, a ilusão em que vivo esfumar-se-á, e abrir-se-ão valas negras no meu caminho, e as linhas ténues e invisíveis que me prendem aqui serão arrebatadas para um outro lugar, onde não existe amor, dor, cegueira ou sonhos…
Escorrerão, em breve, rubis da minha pele cansada.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61259
Palavras sopradas - Vera Silva -
Quando digo que te sintoO teu beijo abraça-me
E a tua pele cobre-me
De carícias de amor
Que sinto
Mesmo nesta distância
Em que temos a ponte
Numa só palavra
Que dizemos em conjunto...
Palavra que te sopro
Deste norte de onde venho
Aragem amena de terra verde
De rios em mansa correria
Meu verbo circula na primeira pessoa
Desagua em teus olhos de mar.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61165
Vem... Sou tua - Vera Silva -
O meu corpoTem toque de veludo
Na entrega carnal
Dos afectos
E desejos incontidos
Que não escondo
Atrás de máscaras
De menina decente.
Sou mulher,
Inteira, completa,
E quero-te
Ávido de mim,
Sedento dos meus seios
E ansioso
Pelo roçar das minhas coxas
Que se abrem para te receber.
Completa-me e mistura-te
Com os fluidos lascivos
Que se unificam
Em matéria
Que anseio receber
Dentro de mim…
Vem…
Sou tua!
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=60629
Poema Efémero - Vera Silva -
Tecer-te em rios de palavrasCálidas, sagazes,
Deslizando ao som
Das pedras luzidias
Dos meus pensamentos,
E entregar-te em mãos
A água dos meus olhos,
É o que me resta hoje,
No remate da presença física
Deste corpo pútrido.
Cerra-se o ciclo
E cala-se a voz,
No derradeiro poema
Disforme.
Todo o verso é doloroso
E assassino,
Desferindo o golpe fatal
E silencioso,
Sem que me aperceba,
Sem que reclame…
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=60527
Amar-te, querendo-te e desejando-te - Vera Silva -
Amar-te é pura loucuraFeita de silêncios
E desejos,
Em poemas disformes
E sem nexo.
Querer-te é meramente carnal
Sem gestos palpáveis,
Invisíveis, ardentes,
Em versos desconexos
Talhados com o impudor
Das mãos esfomeadas
Manifestamente de ti.
E desejar-te, amado,
É entregar o corpo
À exaltação das fogueiras,
Em labaredas que se ateiam
E consomem a alma.
Amar-te
É querer-te e desejar-te,
É muito mais que física,
Ou estrofes de amor.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=60354
Madrugada vazia - Vera Silva -
Não é o frio de InvernoQue me gela a alma,
Nem a chuva gelada
Que me cai no rosto,
Como quem se lava de sentimentos agrestes,
Capazes de ferir muito mais que o corpo.
Fiquei só,
Deixaste-me só,
No vazio da madrugada,
Que chorou baixinho, comigo.
Nem sequer olhaste para trás...
Não me olhaste nos olhos.
A ausência dos teus abraços
Torturam-me e gelam-me.
Não choro por ti,
Mas por mim.
Nunca deveria ter-te sorrido,
Nem passar-te a mão pela face,
Como quem entende.
Se nunca entendi…
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=59926
Anedotas
O homem de negócios chega a Paris, à saída do aeroporto apanha um táxi e fica um pouco indeciso porque o condutor é uma mulher. Ganha coragem e lá diz:- Leve-me ao bordel mais barato de Paris!
- Senhor, já cá esta!
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