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"dois sonetos sobre cópulas e afins" - Azke - 18Ago2018 15:41:05

"Que eu seja cruel, mas nunca desnaturado. Meu único punhal será minha palavra."

(Hamlet) Cena II, Ato III









I - "sobre a: Cuia de mesmas línguas,"






em servente amostra da casa de costas
em púlpito velado e sob ele, apodrecer
qual vil empatia por deserto do 'não ser'
a império dos todos-mancos, pés e poças

olhem a sujeira que fazem em pisotear!
olhem o espelho de seus dentes inflados..
à cúria de uma velhice ressurgida a trapos
ato da imundicíe de não poderem se lavar!

e sempre à queda da casa de suas corcundas
salientes congregações de apoio dado e dito
seus manjares em bolor de um par de bundas

elegem-se! em exercício às calças de cena curta
lucram, com suas peles falsas, seu nicho restrito
e lutam, esses imundos! a sua luta prostituta!!





e depois, vendem-se. amanhã.





...






II - "lá, onde se comem(e-outra:vez)"




à. associação pós-involutiva das mais variadas espécies
quais incultas pela incapacidade de geri-las em epiderme
suas lutas, suas escusas desculpas, coragens ruins, breves
e não passam de montes descabidos de uns paquidermes

encolhem suas trombas em cariz aproximado, d'alcunha vil
escolhem aos seus dedos pobres, à letra puta que os pariu
tais métodos dos que usam sempre a lembrarem-se do algoz
de seus púlpitos caídos, choupanas erguidas, sua pouca voz

em bando, se mutiplicam! às presas mórbidas por devorar
mil vezes imundos! pelas alças de mera hipocrisia em alarde
mil vezes em absurdo molde da literatura castrada e encharque

de mesmas insinuações ou ofertas em cuias carentes e crentes
seus poderes, argumentos acossados em merda que os descende
a descerem pelo mesmo ralo qual banham-se em ato de copular..






..e nascerem de novo.
(pelas beiradas,)










Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338497

"(para)sempre, e(ainda) será.." - Azke - 18Ago2018 15:41:05




"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."


(Otelo) Ato I - Cena III













eu caminho em asfalto que te congrega à fé que te servi
e à esta prece! destas ilusões que te pedem, e insones!
das horas depostas em culto do corpo e agora: o nome!
teu hábito, minha fome.. tua sentença, defronte! e-aqui..

livra-me de uma vontade matreira! sem eira, nem beira
me conforta em maneira desvirtuada! me tenha e me seja!
eu sou.. a compulsão de um espaço aberto da ação interina
a combustão de fogo que sempre te propagará e mais, ainda

pode me prender em espaços dos quais não te vejo
neutralizar-me ao nome, à fome e a um contato-fim
era pra ser um rastro simples, e daqueles métodos impessoais

era para ser a mentira acreditada! não-dita e agora, não é mais..
você pode me negar à margem indireta e o meu preço
e também em esperar dia desses quais te levei de mim








Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338496

Se! - Fhatima - 18Ago2018 15:41:05

Se!
No teu coração a desesperança bater,
não esqueça que a luz maior que, podes
ascender é a luz da fé que, ilumina a mais remota
esperança!
Fhatima


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338495

[A cura da espera] - crstopa - 18Ago2018 15:41:05

Mais um dia e o inesperado aconteceu:
a noite veio, pegou-se em mim.
Faz tempo que eu caí nesta vala ?
sem razões à frente
ou motores à popa,
tanto faz se é dia, se é noite;
na vala, toda espera é sem nexo.

Mas, indiferente aos arranjos de palavras ?
pois o mundo é, e palavras não são ?,
é noite, enfim... Enfim?! Não; enfim não,
pois o enfim é um poste apagado na ansiosa,
e agora ex-distante, extremidade de uma espera.
E eu já disse: eu não espero mais!

Sob qualquer ângulo de visada,
é a noite espalhada, coalhada no mundo...
Torna-se impossível negar: é noite!

E dentro do meu armário absurdam-se
os meus sapatos, as roupas antigas,
as camisas e as cuecas brancas;
os cintos pretos separados do marrons;
as pastas de velhos documentos...

São evidências de que eu tinha o vício de esperar,
e agora, curado, eu apenas vivo nessa vala do não;
amanhã, eu não quero e não espero nada, ninguém...
Nunca, nunca, eu pude fruir tanta liberdade!
__________________
[Desterro, 10 de janeiro de 2015]

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338493

[Erros] - Keithrichards - 18Ago2018 15:41:05

[Erros]

Acaricie com graciosidade a face do medo
Estampada em seu peito,
Ó nobre ser imperfeito,
Seu espaço nesse mundo é pago
A custo de sacrifícios, honra e respeito.

Uma mente brilhante,
Ligada ao cordão de um coração
Desesperado ,traiçoeiro, errante
Pele de ouro, unida a um espírito de diamante.

Na cidade de cristal jaz uma vela solitária,
Uma estrela negra no centro de tudo
O céu encontra-se entre as entranhas de mármore
No beco escuro, onde a consciência soa como alarme.

Erros, impossível não tê-los
Colecione-os tentando contê-los,
Tropece em pedras na estrada de metal,
Caia, levante e caminhe com coragem
Por entre os espelhos do bem e do mal.

Escorregue a língua na torta doce e amarga
O amor é o senhor que nossos erros apaga,
O professor elegante que nos ensina,
Nos conforta e nos afaga.


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338492

Nos teus olhos o céu - O_monge - 18Ago2018 15:41:05

Avisto o céu azul nos olhos teus.
E a carregar o meu coração,
Brisa a farfalhar suas pétalas,
Ele voa como dente de leão.

Manhã bela do dia próspero,
O sol que aquece sem queimar.
Mas que estrelas ele esconde?
Outras belezas está a ofuscar?

Por favor façam alguma crítica. É para alguém.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338490

Fado coelhinho - Juanito - 18Ago2018 15:41:05

.



Da minha aberta janela
Via a luz da minha estrela
Que ignota sorte me dava.
E depois de despertar,
Os recantos do meu lar
E tudo quanto eu amava.

Como todos fui criança
E nessa mágica dança
Boiam as minhas saudades.
Então nem imaginava
O que afinal me esperava:
Tanta dor, tantos pesares.

As letras ia aprendendo,
E aos poucos entendendo
Aquilo que escrito estava
Num ilustrado continho,
Colorido e bonitinho
Dum orelhudo coelhinho
Que na floresta morava.

Guardo o conto na memória
Pois naquela linda história
Onde coelhinhos pulavam,
Aquelas letras se uniam
Pra saber o que diziam,
Pois também, eles falavam!


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338489

UFANIDADE - sirlanio - 18Ago2018 15:41:05

Dédalo bravio a tíbia face,
Patíbulo odioso o coração ostenta,
Alfanje da desvairada dor,
Venerável núpcias da morte,
Amável em seus suplícios,
Escárnio zelo aturado.
Golpeia a tez o ocioso destino,
Venenoso afago odioso,
Pavor em vísceras nervosas,
Amargor da língua afogueada,
Inflamando a alma,
Asfixiada ao corpo insolente.
Alimenta-se de verme o orgulhoso,
Carcomido de insana vaidade,
Vestindo a negra tempestade,
Aos berros da própria sandice,
Peçonhento excremento vertido,
Da fétida boca atrevida.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338488

OLHARES DESPIDOS - F.Serra.Pintor - 18Ago2018 15:41:05



Leve?
Exponho-me a ti levemente
Sem nada que me encapote
Disfarce ou tape maldades,
No agora sou apenas eu?
O eu, que se encanta quando te lê,
Quando não estás sente saudades
Das letras em que te vê!
Suave?
Esvoaça-me o sentimento
Livre, solto pensamento
Que se aninha junto a ti!
Que faço eu para que me vejas,
Que me sintas?
Nesse suave em que te olho!
Ameno?
Toque suave, quase obsceno
Quando o teu olhar toca o meu,
Dançam no brilho das estrelas
Nessa claridade?
Dessa nascente encantada,
Onde nasce a tua alma,
E se deslumbra a minha!
Leve?
Tão leve quando te vejo!

F.Serra


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=338487

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